sexta-feira, 17 de junho de 2016

Saca la Muerte de Tu Vida


Rodrigo Tavares - Esteban - Saca la Muerte de Tu Vida


Um disco de Rodrigo Tavares, absolutamente:



                                                            lindo e impecável.

Brasil.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Silvar

Silva canta Sou Desse Jeito
 
 
Está um dia lindo, os passarinhos gorjeiam, e o Silva tem o particular dom da felicidade. Novo disco: Júpiter. Muito recomendável.

sábado, 30 de abril de 2016

Deixa-me, Leminski

Deixa-me, Leminski, por Deus! É sábado, e so what? A water de beber continua a cair das pedras, encanada, represada, e ainda por cima tenho de comprar garrafões da cuja. So what the foca? As flores não precisam de nenhuma desculpa para fenecer, mesmo no sábado, elas assim definham, entediadas, só precisam de um golpe olhado de desejo de alguém que as saque ainda jovens, que as fustigue na velhice, num vento, no ócio de um gesto manso.
 
O quisto do cachorrinho do lado incomoda-me. Queria salva-lo, que importa ser sábado? Outros portões da mente são abertos neste dia com castas finalidades de arejamento e acabamos neste genocídio de intenções?
 
Sou um genocídio de intenções. Também isto, camaradas, não servirá para meu epitáfio. Aliás, só quererei um epitáfio se me decidir pelo funeral egípcio imperial.
 
Sábado, so what, Sunday, e daí, Segunda, so what, Tuesday, e daí, Quarta, so what, Thursday, e daí, Sexta, so what, eu, so what. Desde 1976 a robustecer e estupidificar nas mais sofisticadas pipas de madeira da Floresta Negra. Foca the world.
 
Preciso muito de ti, Ginsberg, desde há muito. Nunca podemos separar-nos mais que uns meses. Acho que és o poeta de quem mais preciso no mundo e de todos os tempos. Quero ir para o teu colo, e sentar-me no lado esquerdo da tua cabeça, e intuir contigo o reclinar da flor. És um bruto e eu amo-te, caridosa alma amiga.
 
Sábado, podias implodir-te já e trazer aquele tempo sem fim, aquele tempo sem fim que mataria qualquer tédio.
 
And now...what?

terça-feira, 26 de abril de 2016

Abram alas para as (algumas das) coisas que eu detesto

  1. Que acabem as rosquinhas quando quero mais.
  2. Quando estou gordíssima e não me apetece fazer nada para ficar diferente.
  3. Quando num primeiro encontro 2 ou 3 pessoas, seja qual for a relação, querem "rachar" (crrrredo) a conta.
  4. Quando oferecemos alguma coisa como uma guloseima e a pessoa diz que mais tarde talvez queira. Deveras? Tenho de guardar o que estou a degustar agora e que partilharia com prazer agora para tempos indeterminados? E se quiser tudo a que tenho direito ???
  5. Quando alguém sugere dividir uma dose abaixo do selvaticamente grande  no restaurante: mas a que propósito? Quero a minha toda! O mesmo para sobremesas, claro.
  6. Quando os outros não querem sobremesas mas depois bicam a nossa com colheres de forma a ficarmos tristemente empobrecidos.Bah.
  7. Quando os meninos não deixam as meninas passar à frente e não seguram as portas.
  8. Quando as pessoas não são coerentes nem leais.
  9. Quando as pessoas são tão escandalosamente gabarolas que nos provocam constrangimento e vergonha alheia.
  10. Que me visitem ou insinuem visitas sem me contactar previamente e saber se estou disponível, tipo...."Estava a passar por aqui...".
  11. Que certos empregados de certas lojas me tratem por tu.
  12. Que certo tipo de gente me trate por tu.
  13. Que queiram controlar o mais ínfimo do mais insignificante do mais semi-invisível aspeto da minha vida.
  14. Que achem que sabem o meu gosto para presentes em geral e particular.
  15. Quando há barulhos de obras ao fim-de-semana.
  16. Quando há qualquer barulho a qualquer hora.
  17. Quando gente que não é chegada a moda icónica se atreve a comentar o meu estilo com ar entendedor.
  18. Quando me chateiam em geral.
  19. Quando  me chateiam em particular.
  20. Quando sou obrigada a falar com gente com ar desagradável, pouco inteligente e pouco afável.
  21. Quando tenho de sustentar uma conversa com gente sem ideias, sem aparentes idiossincrasias e sem humor.
  22. Quando me dão por garantida.
  23. Quando não me deixam em paz.
  24. Quando algumas pessoas teimam em respirar ao pé de mim: feias, descuidadas, horrorosas, escabrosas, repelentes.
  25. Quando as criancinhas ameaçam ruir o mundo aos berros e os lerdos paizinhos acham normalíssimo.
  26. Quando coisas hediondas, anormais, vis, indignas, são consideradas normalíssimas.
  27. Quando gente estúpida se reproduz.
........ Muitos outros números deveriam desfilar.... atualização permanente.

Sim, sou pessoa sensível.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

De mim, segundo H.D.

Um dos frescos presentes que me deram recentemente, e fresco porque ecoa na memória não sendo, assim, só memória, mas seiva de algum porvir - bom, isso é aguardar.
 
Reza, mais ou menos, assim:
 
"Havia um agricultor que tinha as suas semeaduras habituais. A partir de dado momento, foi abandonando os trabalhos da terra. Deixou de semear milho, trigo, batatas, tudo enfim. Toda a sua propriedade ficou infrutífera, tornando-se um baldio.
 
O agricultor ficou triste, frustrado, ansioso, e explicava ao mundo, perplexo, que alguma coisa sucedera, que ocorreram uns fenómenos e que as suas terras assim ficaram desoladas, como ele mesmo.
 
Tem de ser agricultora de si mesma, Tambo."
 
Vou começar amanhã a tentar perder toneladas, veremos onde esta agriculmim me leva. O baldio cansa e rouba sol, flores e sombra.
 
Por que não? Ainda que apenas mais uma distração, somente novas paisagens. Por que não, se tudo é ir? Alento, algum, uma microcápsula de alento, por que não?

domingo, 24 de abril de 2016

Prince a brotar flores

                                                      Prince - Creep (Radiohead)


Foi só há minutos que conheci esta versão de uma canção que amo há muitos anos, dos esplêndidos Radiohead.

A parte final é de cortar a respiração. Prince a dar-nos vida. Muito amado, muito love.

Your extra time and... kiss

                                                                 Prince - Kiss



Claro que eles tomam ainda mais conta do nosso pensamento quando percebemos que também são finitos. Como não?

Da barrinha lateral

Quem acompanha mais atentamente a Alegoria certamente não sossegará, seguramente há mais de um ano, com a não atualização da barrinha poética lateral. Mas é que aquele poema da Hilda Hilst, sempre que o leio ali, lateralmente, é-me tanto, que toma o palco.

O

s
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l
ê
n
c
i
o

.

E tudo o mais.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

É oficial, o mundo ficou ainda mais feio

                                                               Prince - Purple Rain


Soube a notícia há poucos minutos. Chorou primeiro o meu coração, pesadamente. Depois o resto. Lembro-me de embirrar com a figura do Prince, lembro-me de ter sido completamente seduzida pela música, pela figura, pela estética, pelo arrojo, pelo seu golpe de asa.

Ter saído do palco tão cedo é simplesmente mau demais.

Luto por mil dias.

Serás chuva agora, pequeno Príncipe. Gigante.

domingo, 10 de abril de 2016

Uma Vida para a Mia - SOS

 
A Mia, que já está no gatil de novo.

Página: https://www.facebook.com/umavidaparaamia/timeline

Contactos: 96 64 54 840 (o meu, Sónia) // 91 838 91 91 (Centro Clínico Animal de Guimarães)
 
 
Olá diletos.

Por favor apoiem e divulgem esta página que criei: https://www.facebook.com/umavidaparaamia/timeline . Quem não tiver FB, pf. envie para a sua mailing list por e-mail, passe a palavra, melgue famílias, amigos, colegas, todos!
 
Há uns dias fui com a minha querida amiga L. à festinha de aniversário do Centro Clínico Animal de Guimarães, onde reinam os excelentes profissionais e pessoas que tratam da minha (dona) Paloma sempre que necessário.
 
Pedi para mostrar à L. os animais residentes e, ao entrarmos no recinto, fui atraída pelos olhos redondos de uma amorosa gata de funil. Sabendo o que eles detestam aquele objeto e encantada por aquela presença, fui ter com ela. Festinhas, miauzinhos, etc., até que fomos confrontadas com o problema da Mia. Incontinente fecal, foi operada recentemente, cauda amputada, e manifesta grandes melhoras.
 
A minha amiga descobre, surpreendidíssima e entre lágrimas que acabei por partilhar num momento muito emotivo, que a Mia é a mesma gatinha que ela socorrera há 3 anos, quando foi atropelada e quase morreu. Muito frágil de saúde, bebé, e apenas urinando sob estimulação da bexiga, a pequenina Mia esteve quase a ser sacrificada no vet de então quando, de surpresa, começou a urinar devagarinho. Salva pelo gongo.
 
Todavia, a incontinência fecal instalou-se, e infelizmente os cocós da Mia perturbam e são ameaças às dezenas de gatinhos com quem divide um gatil amigo atualmente. Ou seja: a Mia precisa de alguém que a receba e seja recebido pelos seus olhos sem fim e pela sua inacreditável doçura, para mais tendo em conta tudo o que passou nos seus 3 anos. Seria necessária uma quintinha, um terreno, algum espaço seguro onde possa estar ao ar livre e ter uma vida digna e feliz, e com o amor de quem a acolha.
 
As despesas médicas desta gatinha serão asseguradas sem que o novo amigo-dono da Mia tenha de ter esse encargo, e damos ajuda com a comida se/ sempre que necessário.
 
Várias pessoas de muito bom coração têm tentado ajudar, mas até agora sem sucesso. A Mia não pode ser sacrificada de modo algum, não tem culpa de não conseguir controlar as suas necessidades... podíamos ser nós os "incómodos", já pensaram nisso?
 
Se pudesse, recolhia-a se imediato, mas por condições externas é-me impossível.
 
Ajudam p.f., divulgam p.f.? Alguém que leia pode ser a salvação da Mia.
 
Grata infinito, beijos e abraços tamborínicos. 
 
 





 

quarta-feira, 30 de março de 2016

Um recado para o cronista Manuel Ribeiro

Olá, olá, Terra à Vista chama Manuel Ribeiro.

Terra à Vista chama, olá, olá.

Manuel, volte, temos saudades suas. Mesmo. Nem quero bem acreditar nos anos que passaram.

Volte, chapéus (ou bonés) há muitos! Esperamos por si.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Fábula puerícia odalisca mantra

(Foto de Zim)

Todos os dias eu subia o monte e a passarada no alto cantava, fazendo-me passar. Ladeando o lago o cisne branco ciscava. A fazer-me cismar. Longe na colina o esquilo saltitava, fazendo-me esquiar. Escondido nas folhas o sapo coaxava para eu coxear. Debaixo do sol o gato ronronava. Para eu gatinhar. Entrementes, a serpente toda a noite enrolava. Para eu serpentear. No rio de água doce em brilho o peixe nadava, para eu pesquisar. O cavalo azul do Kadinski galopava para eu cavalgar. Atravesso a selva e o leão solta a juba. Para eu jubilar. Chego à encruzilhada e aí estás tu a olhar-me. Para eu te entoar.

Para eu te entoar.

Para eu te entoar.

Para eu te entoar.

Para eu te entoar.


                                Para eu te entoar

                                      Para eu te entuar

Para eu te em tu ar

                      Entoar

                                      em Tu Ar

Entoar

                           Entoar


Para eu te entoar.