terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

DOM CONDOMÍNIO em Guimarães!

O seu condomínio - o nosso Dom.


Amar gerir, ser um intermediário confiável, orquestrar as diferentes e insubstituíveis atividades de vários interlocutores. Zelar pelo grande espaço comum, que é também um grande espaço de individualidades - um Condomínio!
 
Amar uma cidade, Guimarães, amar o Minho. Ficar expectante, mas seguro, de que o serviço irá ao encontro de necessidades, e que responderá positiva e calorosamente.
 
O DOM CONDOMÍNIO, serviço de Administração e Gestão de Condomínios, nasceu na maravilhosa cidade de Guimarães.
 
Para servir, com Dom.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O telefonema

 
 
 
Preciosidade apanhada no FB
 
 
Sabeis, leitorado, como este blog sempre demonstra com superior pertinácia estar por sobre os sucessos e insucessos do nosso pobre mundo.
 
Vimos hoje que Donald Trump (Donald Trunfa tem chiste, não tem, fui eu que inventei noutro dia), que dispensa apresentações, e Enrique Peña Nieto, presidente do México, tiveram uma conversa telefónica depois de este último ter desmarcado a sua visita aos States. Muro l'oblige.
 
Os nossos contactos verdadeiramente polvoronescos fizeram-nos chegar um registo do emérito telefonema, que afirmam a pés e mãos juntos ser verdadeiro. A crer nisso, faz-se história na Alegoria da Primaverve.
 
Sem mais delongas e por que bem intuo que estão que não podem, aqui deixo a transcrição do diálogo. Aqui a democracia é direta, e a calhandrice também. E podem vir processar, quantos são, combien, cuántos, how many? Não damos uma mosca ressabiada pela coisa.
 
Ok, avante.
 
............
 
TRAIIIIING (Triiiiiim em inglês)
 
Donald Trump (DT) - Hey, hi there, Rico? Donald Trump aqui.
 
 
Enrique Peña Nieto (EPN) - Com quien desea hablari? No entendo.
 
DT - Oh oh oh, e eu sou a rena do Santa Claus! Riquito, hablia Donald Trump....Trumpié...entendiendes??? Donal...
 
EPN - Si, si. Señor Presidienti, algo en su tratamiento me hay confundidio. Haça favori di decir.
 
DT - Oh Well Rico...
 
EPN - Cofi cofie...Enrique por favor, presidente de la República Mexicana.
 
DT - Oh well, Enrique, tudo ok...usteds são tan tribais que nos esquecemos que também dominam as fórmulas institucionais, let's say...Bom...
 
EPN - Para empezari no admitio eso tipo de ataques infames a una nación com nuestra historia e passado y dignidad....
 
DT - Certo, certo, os tupi guarani, que divertidos, de tanguinha à beira do Corcovado, I Love Rio, que mulatas, oh! Mas ok Enrique...
 
EPN - Olmecas, Maias, Aztecas, no tupis! Tupis no Brasil! México no es Brasil, México es América Central e si, por supuesto, México es América también, non son solo vosotros los americanios!
 
DT - All right, all right, o complexo do colonizado, temos de ser muito tolerantes. Bom, Enrique, ligo-te porque não deste as caras, a Melania tinha feito uma apple pie e tu nada. Precisamos de falar. De hablar, ok??
 
EPN - Para empezar de nuevo, e hablando en hablar, Señor Presidente Donald Trumpié, puede exlicar porque raio de razón há deletado la pagina en castellano de su website?
 
DT - Mau mau, bad bad... O que vale é que domino o español perfeitamiente para entendir-te. Eu no delete nada do castellano, apague la pagineta en espanholi....espanholi...got it?
 
EPN - Afff....baffff....
 
DT - Hi there, estou, estoy?
 
EPN - Porque has apagado la pagina en espanhol, Trumpié?
 
DT - Caro, dear, estamos nos States. Acreditas mismo que los incazinhos que estan por aqui há decénios não falem mais e melhor Inglês do que Espanholi? Para quê gastar mais tempo e money em edições de texto, em informáticos, em mega e gigabites??? Basta a língua internacional by excellence, english language!! Tina Turner's Language!
 
EPN - No somos Incas señor Presidente! Fuimos olmecas, maias, aztecas! Incas son de Perú, de Perú!!
 
DT - Oh, ok fine, turkey is fine to me! Mas Enrique, temos de falar sobre o que andas a dizer sobre the great wall. Penso que andas com um qualquer Pink Floyd complex e que queres embargar a obra nos media. Enrique, no puede sir.
 
EPN - (Ferviendo) - Donaldo, quien embarga todo nos media es tuy mismo. Nos menaças a toda a huera com la mureta, la mureta, e que la paguen los mexicanos. Pues te assegurio Donaldo, no pagaremos, no passarán.
 
DT - Este no passarán es un poquito mas arribia no es? Enrique, quem é que anda sempre a entrar por tudo quanto é lado nesta santa terra dos states? Quem vem com a mujer, os niños, a tralhia toda, infetar esta Nação? Quien?
 
EPN - Donaldo, no te admito! Tu dices que mi pueblo vos infieta, pues se no han sido tan "infietados" los Estados Unidos no serian la potencia que san. Por lo menos hasta ahora, que tomaste el poder de forma que nadie acredita aun. La mureta es vuestra, la hagan en vuestro territorio, y la paguen com vuestro diñero sin sacrifiquiare a un país honesto mas pobre.
 
DT - Enrique, you spoke to my heart! Oh, dear, frankly! O muro, the wall, já nos vai tirar a vista paisagística a nós, americanos... Si, si, americanos. No interrompas Rico. Quem é que vien con la família e la tralhia toda a rastejar até aqui, a atrapalhar, a encher, todos ilegales, todos??? All of them! Ustedes! Vão ocupar-nos parte deste solo sagrado, sacred soil, com the wall, porque ustedes forçam-nos a the wall, e ainda querem que seja o povo americano (sim, A-M-E-R-I-C-A-N-O) a pagar?? Homessa! Man! You're a bit crazy or what? There is no bread for crazy people here my boy!
 
EPN - Donaldo, estos problemas se resuelvin por via diplomatica, por conversación, formalmente, no con pas y cimiento!
 
DT - Pas y cimiento melhor funcionariam diretamente em cima dos meliantes escaladores, that's for sure, mas foi o modo civilizado que pensámos para diferenciar territórios. É como as cortinas na sala, como a porta de casa, entendes? Mira, you aqui estoy, tu ai estais. Mi casa no es tu casa. Ah, tuviera yo frontieras con la Teresita May, a true lady! Por conversación, dices, mas quem não apareceu foste tu!
 
EPN - Donaldo no pagaremos ni un dolar de tu mureto insano. Ni te atrebas a por una piedra mas adelante em nuestro territorio...
 
DT - Hey, hey, do not menace me! Si no what? Viram para cá os mísseis mexicanos, no? Eh eh eh eh eh eh eh Enrique, hay soluciones para este case. O cimento não está muito caro. Chamem uns índios encorpados e seus clãs, sempre se entretêm sem gym, sabes que o gym é carote para vocês, os índios já são escurinhos, suportam the sun, chamam uns guaranizinhos e em poucas semanas the wall is ready! Se não vos sair da pele vocês não aprendem! Claro que...
 
EPN - Olmecas, aztecas, maias, no guaranis Donaldo...affff... no guaranis....
 
DT - No interromper Enrique, espera, espiera. Há um detalhe mais. Toda a componente de instalação elétrica para a eletrocussão eficiente no muro também vos caberá pagar... That's life my boy! What? Enrique?...Hum???
 
EPN - i3ur3kjfke '23'ncc cx i4krj4kr4rlmxxn
 
DN - Oh, these natives!...
 
Clic. The end.
 
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Foi o que me venderam. Se tiverem outras versões, por favor partilhem. Pelo fino cotejar se alcança a verdade!
 
 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Ser

Nesta jornada da vida, muitas serão as várias dimensões, expectativas e perspetivas que temos e que nos são, com maior ou menor subtileza, impostas.
 
Este vídeo, que recomendo, foi feito com entrevistas a mulheres seniores, digamos (gosto bastante do termo!), as quais nos presenteiam com palavras de evocação, desejo e sentido. (Facebook, divulgado por Patrícia Bezerra.)
 
Vivemos num mundo em que o fazer e, já agora, o ter, são sinistros imperadorzinhos sem lei. É a tal linha reta que já mencionara, é a tal força fajuta das circunstâncias avassaladora. Mais do que nunca, porque é agora que eu e os meus queridos leitores algodónicos vivemos, urge exercer e celebrar o ser. O bom ser, perfetível, o que pode melhorar mas que frui, que apetece, que se está nas impantes tintas para as prisões que os outros lhe querem construir à volta da cabeça, dos braços, do coração, do estômago, dos pés, das asas.
 
Sejamos. Sem amos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O nó do mundo

A propósito da morte de Zygmunt Bauman, segundo o que li sociólogo polaco crítico das opções desumanas dos nossos tempos, veio-me à ideia, e mais uma vez, o paradoxo do que temos sistematicamente de atravessar na quotidiana rotina da descivilização.
 
Pensadores que expõem, sem imerecidos dó e piedade, os cancros do sistema como a ganância, o desprezo dos frágeis, sejam frágeis pela sua idade, pela sua capacidade financeira, pela geografia de onde avistam e sentem o mundo, pessoas que esgrimem argumentos competentes e justos, são depois agraciados/elogiados/condecorados pelas peças integrantes do universo que desmascararam. Se gente tão "importante" lhes reconhece valor e razões, não deveria o mundo sofrer de influências menos vis e progredir na ética, na moral, na sofisticação sentimental? Só mais uma contradição...

O mundo ocidental verga-se e rasteja perante países corruptos (todos o são em diferentes escalas mas há-os MUITO, vergonhosamente Corruptos!) como China, Angola, Emirados e tantos outros, em que os direitos humanos mais básicos são esmagados e o ser livre, pensante, o ser que necessita de cuidados, dignidade, espaço, e sobretudo do que é seu por direito, é alarve e superiormente desprezado por quem deveria, em primeiro lugar, honrar e defender o seu povo. Defendemos os propalados valores ocidentais envergando camisolas feitas na China e no Bangladesh, com o suor de inocentes desprezados e sem horas para terminar a sua pobre e triste jorna, mas que dizer das mãos que tecem a Alta Costura? Já leram o Gomorra, do intrépido (e perseguido) Roberto Saviano? Ah pois, leiam e verão que até lojas na Avenida da Boavista são citadas. Meus caros, já dizia Cartola que o Mundo é um Moinho e que "vai reduzir as ilusões a pó". Como não, face a esta galeria infernal de interesses de terceira linha?
 
Trabalha-se uma vida, tenta-se caber, por vezes a que preço, nos cânones de uma sociedade que, se individualmente inquirida, não sabe de nada e tudo coloca em causa (o que pode ser deveras proveitoso), mas que na massa da esperta acefalia reinante se arroga de elevada jurisprudência e preceito. Os jovens, em massa, bestificados por comportamentos grupais alienados, individualmente monstros de fragilidade e, tantas vezes, agonia.
 
Tenta-se seguir uma linha reta na vida, quando a joia de uma qualquer deambulação que valha a pena são os caminhos, os desvios, as descobertas mais inesperadas.
 
Tudo isto para quê? Para continuar a calcar-se a verdade, para continuarmos amorfos em sonhos opiáceos que nos lentificam e cegam e enlouquecem, para engrossarmos as filas dos que procuram químicos para resistirem, para nos tentarmos desesperadamente esquecer que o que mais importa é a demanda da maravilha e nada, nada abaixo disso.
 
Nada, leitor, nada abaixo disso.
 
Ouviu?
 
Nada.

Esse verbo

Olá queridos leitores.
 
Mirem a barrinha lateral, a Jangada Poética Alegórica deste singelo espacinho. Outros ventos, favoráveis, este apelo de Drummond que tão bem casa com o reinício do Sentido que pode emprestar-se a cada ano novo.
 
Conseguiremos a conjugação desse verbo? Consumaremos o seu sumo? Oh, tarefa! Tarefa a tentar na Terra. Como o início? Talvez simples, como o andamento fácil da curva do rio.


Além da Terra, além do Céu,

Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.


Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Abertura




Foto de Zim


E do meu amado interlúdio beirão...

De hoje mesmo para si, leitor:


      Abertura

Um machado crepita, baixo, no madeiro
Antecipando o fragor do fogo
Ao longe, num maravilhado distar
Posam, espreguiçadas, as montanhas azuis
Há cânticos subterrâneos
Com louvores ao aquecimento da terra no início
Da tarde
O langor ternurento do gato deitado
De fofa barriga branca
Tudo pousa, tudo transparece
As pequenas queimadas dançam verde acima
Uma ou outra máquina laboriosa
Tudo insiste, doce e magnífico
Aqui toda a infância, todo o futuro
A vida aberta debaixo do sol

 

sábado, 31 de dezembro de 2016

Viva!

 
 
Não sei infelizmente a autoria desta bela pintura... mas fica a obra!
 
Estremecidos leitores algodónicos por todo este vasto Mundo espalhados, nem peço perdão, pois não o mereço. Compreendam a razão reinante da minha ausência: andei por aí a viver, a demandar, a demandar.
 
Claro que esta altura de fecho e reinício de ciclos é sempre preciosa, e claro também que isso não é desculpa para vos falar tão espaçadamente. Mas sabeis, o Espaço, o Espaço é enorme e um perde-se!
 
Para mim, o presente ano foi Amoroso e Radical. Entre coisas muito boas e delicadas e raras, entre as flores formidáveis, muitos desconfortos também me assolaram, medos e mal-estar. Desarranjos, desapontamentos, desilusões, confirmação de que nunca passarei de uma assistemática e, portanto, inimiga do sistema, mesmo sendo assim pequena e com tão pouco poder. O sistema a todos vigia e seleciona, não tenham ilusões. Leitor, atento à sua escolha!
 
Uma coisa demarcou de maneira deveras importante o ano agora quase a refluir para um Além Cronosal: ser tomada pela certeira, forte, e por vezes temível sensação do que não quero. Sempre preferi as virtudes das escolhas pela positiva. Mas o que se quer pode ser tanto, tão distante e tão difuso que tê-lo apenas por referência periga ser, curiosamente, paradoxalmente, pouco. É a sensação, estimados, de que a força das circunstâncias, se for tomada em conta, nos empurra inexoravelmente para um destino que nós não queremos que permite um certo despertar da ataraxia. É isso, essa força das circunstâncias, camaradas, que não pode ser tomada em conta, se o seu rumo não for por nós desejado. E a alternativa? Não me obriguem a vernáculos minhotos: que se arranje! Se o que não se quer é claro, verão que a alternativa positiva, que não a fuga, se espraiará viçosa e correrá aos vossos braços. Deixem e devolvam o abraço ao que não é o que não querem. Paulatinamente, deixem espreguiçar, ao seu tempo, nos rigores da sua estação própria, a floração prazenteira do que querem.
 
Tudo isto é um sopro: que nos seja longo e em delícia.
 
Feliz Ano Novo, leitores queridos! Entra em cena, fantástico 2017, e sê decisivamente Bom.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Saca la Muerte de Tu Vida


Rodrigo Tavares - Esteban - Saca la Muerte de Tu Vida


Um disco de Rodrigo Tavares, absolutamente:



                                                            lindo e impecável.

Brasil.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Silvar

Silva canta Sou Desse Jeito
 
 
Está um dia lindo, os passarinhos gorjeiam, e o Silva tem o particular dom da felicidade. Novo disco: Júpiter. Muito recomendável.

sábado, 30 de abril de 2016

Deixa-me, Leminski

Deixa-me, Leminski, por Deus! É sábado, e so what? A water de beber continua a cair das pedras, encanada, represada, e ainda por cima tenho de comprar garrafões da cuja. So what the foca? As flores não precisam de nenhuma desculpa para fenecer, mesmo no sábado, elas assim definham, entediadas, só precisam de um golpe olhado de desejo de alguém que as saque ainda jovens, que as fustigue na velhice, num vento, no ócio de um gesto manso.
 
O quisto do cachorrinho do lado incomoda-me. Queria salva-lo, que importa ser sábado? Outros portões da mente são abertos neste dia com castas finalidades de arejamento e acabamos neste genocídio de intenções?
 
Sou um genocídio de intenções. Também isto, camaradas, não servirá para meu epitáfio. Aliás, só quererei um epitáfio se me decidir pelo funeral egípcio imperial.
 
Sábado, so what, Sunday, e daí, Segunda, so what, Tuesday, e daí, Quarta, so what, Thursday, e daí, Sexta, so what, eu, so what. Desde 1976 a robustecer e estupidificar nas mais sofisticadas pipas de madeira da Floresta Negra. Foca the world.
 
Preciso muito de ti, Ginsberg, desde há muito. Nunca podemos separar-nos mais que uns meses. Acho que és o poeta de quem mais preciso no mundo e de todos os tempos. Quero ir para o teu colo, e sentar-me no lado esquerdo da tua cabeça, e intuir contigo o reclinar da flor. És um bruto e eu amo-te, caridosa alma amiga.
 
Sábado, podias implodir-te já e trazer aquele tempo sem fim, aquele tempo sem fim que mataria qualquer tédio.
 
And now...what?

terça-feira, 26 de abril de 2016

Abram alas para as (algumas das) coisas que eu detesto

  1. Que acabem as rosquinhas quando quero mais.
  2. Quando estou gordíssima e não me apetece fazer nada para ficar diferente.
  3. Quando num primeiro encontro 2 ou 3 pessoas, seja qual for a relação, querem "rachar" (crrrredo) a conta.
  4. Quando oferecemos alguma coisa como uma guloseima e a pessoa diz que mais tarde talvez queira. Deveras? Tenho de guardar o que estou a degustar agora e que partilharia com prazer agora para tempos indeterminados? E se quiser tudo a que tenho direito ???
  5. Quando alguém sugere dividir uma dose abaixo do selvaticamente grande  no restaurante: mas a que propósito? Quero a minha toda! O mesmo para sobremesas, claro.
  6. Quando os outros não querem sobremesas mas depois bicam a nossa com colheres de forma a ficarmos tristemente empobrecidos.Bah.
  7. Quando os meninos não deixam as meninas passar à frente e não seguram as portas.
  8. Quando as pessoas não são coerentes nem leais.
  9. Quando as pessoas são tão escandalosamente gabarolas que nos provocam constrangimento e vergonha alheia.
  10. Que me visitem ou insinuem visitas sem me contactar previamente e saber se estou disponível, tipo...."Estava a passar por aqui...".
  11. Que certos empregados de certas lojas me tratem por tu.
  12. Que certo tipo de gente me trate por tu.
  13. Que queiram controlar o mais ínfimo do mais insignificante do mais semi-invisível aspeto da minha vida.
  14. Que achem que sabem o meu gosto para presentes em geral e particular.
  15. Quando há barulhos de obras ao fim-de-semana.
  16. Quando há qualquer barulho a qualquer hora.
  17. Quando gente que não é chegada a moda icónica se atreve a comentar o meu estilo com ar entendedor.
  18. Quando me chateiam em geral.
  19. Quando  me chateiam em particular.
  20. Quando sou obrigada a falar com gente com ar desagradável, pouco inteligente e pouco afável.
  21. Quando tenho de sustentar uma conversa com gente sem ideias, sem aparentes idiossincrasias e sem humor.
  22. Quando me dão por garantida.
  23. Quando não me deixam em paz.
  24. Quando algumas pessoas teimam em respirar ao pé de mim: feias, descuidadas, horrorosas, escabrosas, repelentes.
  25. Quando as criancinhas ameaçam ruir o mundo aos berros e os lerdos paizinhos acham normalíssimo.
  26. Quando coisas hediondas, anormais, vis, indignas, são consideradas normalíssimas.
  27. Quando gente estúpida se reproduz.
........ Muitos outros números deveriam desfilar.... atualização permanente.

Sim, sou pessoa sensível.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

De mim, segundo H.D.

Um dos frescos presentes que me deram recentemente, e fresco porque ecoa na memória não sendo, assim, só memória, mas seiva de algum porvir - bom, isso é aguardar.
 
Reza, mais ou menos, assim:
 
"Havia um agricultor que tinha as suas semeaduras habituais. A partir de dado momento, foi abandonando os trabalhos da terra. Deixou de semear milho, trigo, batatas, tudo enfim. Toda a sua propriedade ficou infrutífera, tornando-se um baldio.
 
O agricultor ficou triste, frustrado, ansioso, e explicava ao mundo, perplexo, que alguma coisa sucedera, que ocorreram uns fenómenos e que as suas terras assim ficaram desoladas, como ele mesmo.
 
Tem de ser agricultora de si mesma, Tambo."
 
Vou começar amanhã a tentar perder toneladas, veremos onde esta agriculmim me leva. O baldio cansa e rouba sol, flores e sombra.
 
Por que não? Ainda que apenas mais uma distração, somente novas paisagens. Por que não, se tudo é ir? Alento, algum, uma microcápsula de alento, por que não?

domingo, 24 de abril de 2016

Prince a brotar flores

                                                      Prince - Creep (Radiohead)


Foi só há minutos que conheci esta versão de uma canção que amo há muitos anos, dos esplêndidos Radiohead.

A parte final é de cortar a respiração. Prince a dar-nos vida. Muito amado, muito love.

Your extra time and... kiss

                                                                 Prince - Kiss



Claro que eles tomam ainda mais conta do nosso pensamento quando percebemos que também são finitos. Como não?